Sexo frágil??? Que nada! Isso é coisa do passado!!! Estudos estatísticos provam que as mulheres sobrevivem mais do que os homens em todas as fases da vida. Poxa vida!!! O homem nascido no século 19 que chegou mais longe nos dias atuais, o japonês Jiroemon Kimura — faleceu aos 116 anos de idade. Todos os demais nascidos naquele século já se foram. Contudo, algumas mulheres dessa época continuam por aí e, de acordo com o Guinness Book, a pessoa mais velha do mundo atualmente é a japonesa Misao Okawa, com 115 anos.
Mulheres não só vivem por mais tempo, como também batem os homens no quesito mortalidade em qualquer faixa etária. Assim, entre os bebês, são as meninas as que mais “vingam”; na infância, também são elas as que saem na frente, e a mesma tendência pode ser observada entre os adolescentes, adultos, maduros e idosos. Mas... por quê?
De acordo com um estudo realizado por Barbara B. Kalben, entre os fetos, embora mais meninos sejam concebidos — de 107 a 170 para cada 100 meninas, a verdade é que a proporção de meninos natimortos é de 111 a 160 para cada 100 meninas na mesma situação. Já entre os bebês, essa curiosa propensão persiste, e embora nasçam mais homens do que mulheres, a “superioridade” feminina continua a ser observada da infância até a juventude.
Nessa fase, são muitos os aspectos que colaboram para que as meninas continuem tendo vantagem: é durante essa época que os rapazes se envolvem mais em brigas, sofrem acidentes, vão para as guerras etc. Não que as garotas não façam essas coisas também, mas a proporção é bem menor! Já na fase adulta, apesar de a mortalidade entre os homens se manter relativamente constante — e mais alta do que a das mulheres —, na faixa dos 50 anos ocorre um drástico aumento, especialmente relacionado a causas como ferimentos e a doenças como o câncer, cirrose, enfisemas e problemas cardíacos. E, como já sabemos, na velhice também são elas as que prevalecem.
Qual seria a causa de as mulheres viverem mais do que os homens? Obviamente, existem várias diferenças comportamentais e culturais que podem contribuir para isso, além de aspectos anatômicos e biológicos. Afinal, os homens fumam mais, consomem mais drogas, se arriscam mais, apresentam rotinas alimentares e de sono mais irregulares, se expõem mais e são mais violentos. A razão desse comportamento talvez possa ser atribuída à testosterona e à genética. Além disso, não podemos deixar de apontar que os homens também são maiores do que as mulheres e, estatística e biologicamente falando, animais maiores de uma mesma espécie tendem a morrer mais cedo do que os menores.
Contudo, a estatística — ao longo de toda a vida de homens e mulheres, desde a concepção até a velhice, comprova com números claros que masculinidade é sinônimo de fragilidade, e que no fim das contas, quando o tema é sobreviver, já sabemos que as mulheres não são o sexo mais frágil, não!

